Jornada Mundial da Juventude

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Após JMJ, peregrinos pedem refúgio no Brasil


Cerca de 40 solicitações já foram pedidas por peregrinos que estão no Rio.
Solicitantes são do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo.


O jovem A. tem 24 anos e mora em um país muçulmano. O fato de vir de família católica faz de sua casa alvo de constantes ameaças. O sonho do avô era, um dia, ver um papa pessoalmente. A. o realizou ao vir ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, há um mês. Assim como outros 40 peregrinos de países onde existem a perseguição religiosa e os conflitos armados, o rapaz, jurado de morte só por participar do evento, não quer ir embora: está pedindo refúgio ao governo brasileiro.
Rapazes temem que famílias sofram represálias se revelarem a identidade - Marcos Arcoverde/AE
Marcos Arcoverde/AE
Rapazes temem que famílias sofram represálias se revelarem a identidade
"Não posso voltar. Já avisaram que matam não só a mim, mas toda a minha família", contava ontem, chorando, na Casa de Acolhida da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, na zona norte da cidade, seu novo endereço. "Durante a JMJ, me senti extremamente livre ao ver milhões de pessoas na rua gritando, cantando, professando sua fé. Estou triste por não ver mais o rosto da minha mãe antes de dormir, mas lá não consigo um bom emprego pelo simples fato de ser cristão, mesmo tendo estudado toda a minha vida e me formado em Artes e Jornalismo."
Os peregrinos são jovens na casa de 20 anos, egressos de três países: Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo. Os congoleses fogem da violência em seu país e se abrigaram com conterrâneos já radicados no Rio. Os demais estão espalhados em paróquias.
Alguns trazem marcas de tortura no corpo; histórico de mortes de familiares e de humilhações são comuns.
Para acelerar a adaptação ao novo país, eles têm aulas de português duas vezes por semana, duas horas por dia. A comunicação é toda em inglês. Os jovens se mantêm e se alimentam com a ajuda da Igreja, de fiéis e de voluntários. O contato com a família, raro, é por telefone e internet. Ao Estado, pediram para não terem o nome nem a nacionalidade publicados, por temerem pela segurança dos que ficaram para trás.
"Aqui as pessoas são muito felizes, cada um tem sua religião. É o paraíso. Na minha comunidade, se você é cristão, e não muçulmano, não te dão nem um copo d'água. Sou coagido o tempo todo a virar muçulmano, mas podem cortar a minha cabeça que eu não viro, pois tenho muito orgulho da minha fé", disse outro rapaz, de olhar perdido.
"Mataram meu pai e minha irmã quando ela tinha 7 anos. Minha mãe teve de fugir da nossa cidade. Sofro muita pressão psicológica, o que pode ser pior do que tortura física", relatou outro, para quem a vida de refugiado, ainda que melancólica, se prenuncia melhor do que a de medo que tinha antes.
Há um Processo que pode demorar até 8 meses para seguir. Assim que a Jornada Mundial da Juventude acabou, no dia 28 de julho, os jovens pediram ajuda a religiosos com quem mantiveram contato. Já marcaram entrevistas na Polícia Federal, para dar início ao processo por que passam todos os candidatos a refugiados. Os casos serão analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), presidido pelo Ministério da Justiça. A Cáritas de São Paulo tem outros cinco casos. Se forem aprovados, os estrangeiros terão os vistos trocados.
Segundo Andres Ramirez, representante no Brasil do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), são situações-limite, que se enquadram na Lei 9.474, que dispõe sobre o tema e estabelece que "será reconhecido como refugiado todo indivíduo que por fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não possa ou não queira acolher-se à proteção de tal país".
Para lembrar. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou que o número de refugiados no Brasil vem crescendo bastante: foram 566 em 2010; 1.138 em 2011 e 2.008 em 2012. O número deve ficar em 2.500 neste ano.
Os sírios têm se destacado desde janeiro, por causa do recrudescimento da violência no país: foram 152 casos até junho - a maioria se estabeleceu em São Paulo. A nacionalidade síria, que nem sequer constava mais da lista de refugiados no Brasil, passou a ocupar o sexto lugar em 2012: foram 121 pedidos desde 2011.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dilma sanciona Estatuto da Juventude



A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou hoje (5) o Estatuto da Juventude. O texto é uma declaração de direitos da população jovem, que atualmente alcança cerca de 51 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos, o maior número de jovens registrado na história do Brasil. Alguns trechos do texto foram vetados, no entanto, a Presidência da República ainda não divulgou os pontos retirados.
O Estatuto da Juventude foi aprovado pelo Congresso Nacional em 9 de julho, após mais de nove anos de tramitação. O texto define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude, em âmbito federal, estadual e municipal. Isso significa que estas políticas se tornam prerrogativas do Estado e não só de governos. A partir de agora serão obrigatórios a criação de espaços para ouvir a juventude, estimulando sua participação nos processos decisórios, com a criação dos conselhos estaduais e municipais de Juventude.
O texto do Estatuto da Juventude faz com que novos direitos sejam assegurados pela legislação, como os direitos à participação social, ao território, à livre orientação sexual e à sustentabilidade. Durante a cerimônia de sanção, a presidenta também assinou o decreto de criação do Comitê Interministerial da Política de Juventude.

Para a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, o Estatuto da Juventude representa o aprofundamento da democracia por integrar de forma protagonista a juventude na sociedade que queremos. A sanção, segundo Vic Barros, dialoga com as vozes que foram para as ruas nos meses de junho e julho.
Segundo o presidente do Conselho Nacional de Juventude, Alessandro Belchior, os jovens têm feito da rua um espaço privilegiado de vivência, mas criticou a violência na repressão policial das manifestações pelo país. Agora as ruas pedem mais, mais direitos, mais liberdade e mais democracia. Não conseguiremos materializar os direitos dos jovens sem falar nas recentes e violentas repressões, disse Belchior.
Por Agência Brasil

domingo, 4 de agosto de 2013

Semana do Estudante 2013

Semana do Estudante 2013

04/08/2013

 Está disponível para download os materiais para a Semana do/a Estudante 2013 (SdE)!
Este ano, a SdE nos traz o seguinte tema: "Juventude e educação". Motivados pelo lema "Juventude do campo e da cidade: na luta pela educação que queremos" somos convidados a enxergar a nossa realidade educacional e, também, a realidade dos irmãos do campo, ou da cidade, dependendo de onde moramos.
Somos instigados a entender as diferenças, a entender a realidades, os sucessos e os desafios de cada espaço educacional.
A partir de uma perspectiva de reflexão sobre os aspectos positivos e negativos, somos, então, mais uma vez convidados a nos lançarmos nos diferentes modelos educacionais do nosso País, para, sendo semente, discípulos e missionários de Cristo Jesus, propor mudanças e lutar por elas.
As Pastorais da Juventude do Brasil (PJE, PJR, PJMP e PJ) dão boas vindas aos/às jovens estudantes, e à Semana do Estudante, que ocorre de 05 a 11 de agosto de 2013!
Sucesso e bons encontros!



Autor/Fonte: Teias da Comunicação

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